GERMANA TANGER

Germana Tânger (n. Lisboa, 16 janeiro 1920) é uma das figuras maiores da cultura portuguesa da 2ª metade do séc. XX. Divulgadora de poesia durante mais de quatro décadas, o seu nome ficará para sempre associado à palavra dita, quer através de inúmeras sessões de poesia por todos os continentes, quer através da sua atividade enquanto professora de voz e dicção, no Conservatório Nacional, durante 25 anos.

O seu percurso ficou também marcado por programas na rádio e na televisão, por encenações de várias peças de teatro, bem como pela organização de espetáculos de som e luz.

Privou com figuras como Almada Negreiros, Sarah Afonso, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, Cecília Meireles, José Régio, António Manuel Couto Viana, Maria Cristina Pimentel, entre muitos outros.

Despediu-se dos palcos a 29 de novembro de 1999, no Teatro da Trindade, exatamente 40 anos depois de ter dito pela primeira vez na íntegra e de cor a Ode Marítima, de Álvaro de Campos, nesse mesmo Teatro.

Em 2004 viu editado pela Assírio & Alvim o audiolivro Poemas de Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa ditos por Germana Tânger.

Têm sido inúmeras as homenagens e distinções ao longo dos anos, das quais se destacam: homenagem pelo Festival de Teatro de Almada (1998); atribuição da Ordem do Infante D. Henrique, no grau de Grande Oficial, pelo então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio (2000); atribuição da Medalha de Mérito pela Câmara Municipal de Sintra e do seu nome a uma rua desta vila; homenagem no âmbito do Festival ao Largo e atribuição da Medalha de Mérito – Grau Ouro pela Câmara Municipal de Lisboa (2010); homenagem do Teatro Nacional D. Maria II (2013); prémio Mulheres Criadoras de Cultura, na área do teatro (2013).

Em 2016 publica, pela Manufactura, o livro de memórias Vidas Numa Vida, registo único de um percurso rico em afetos e amor pela poesia.

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