ALEXANDRE SETE

Não gosta de falar de si – o que pretende dizer está nos seus poemas e pouco há a acrescentar. Alfacinha de São Vicente de Fora transplantado para a linha de Cascais, considera-se um produto da era da televisão, quando esta ainda ensinava algo. É engenheiro electrotécnico de formação, mas sempre trabalhou em informática. Algures pelos anos 70 também teve um blusão de cabedal e punk rock a entrar-lhe nos ouvidos. A música continua a ser fundamental, mesmo para a escrita – sem música imagina-se a definhar lentamente, até desaparecer numa singularidade, como se fosse um buraco negro. Na poesia, vem dos picos épicos para a planície da irrisão e espera manter-se por lá. Acha que o segredo para uma vida feliz é não levar nada demasiado a sério.

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