A «comadre Piedade» passou por tremendas dificuldades na vida, lutou sozinha pelo bem-estar dos seus, ajudou muitas e muitas crianças a nascer, cultivou um magnífico sentido de entreajuda e despertou, por todo o lado, amor e respeito.
Sofreu muito, trabalhou ainda mais e pautou a sua vida pela ambição ─ teremos sempre um objectivo e tudo faremos para o alcançar ─ e pelo perdão ─ se não perdoarmos, também não podemos pedir perdão.
No seu funeral havia cerca de duzentas pessoas vindas de perto e de longe. Estiveram presentes muitos dos que admiravam a sua infinita generosidade, mas sobretudo muitos daqueles que ela trouxe ao mundo.
A HISTÓRIA EXTRAORDINÁRIA DE UMA MULHER QUE, COMO TANTAS OUTRAS, VIVEU NUMA ÉPOCA E NUM LUGAR QUE EXIGIAM SACRIFÍCIOS QUASE IMPENSÁVEIS, E QUE, COMO POUCAS, SOUBE DEDICAR-SE AOS OUTROS PELO GOSTO DE LHES FAZER BEM.
UM FASCINANTE DOCUMENTO ETNOGRÁFICO QUE RETRATA UM PORTUGAL PROFUNDO COM HÁBITOS DE VIDA, COSTUMES E CRENÇAS QUE IMPORTA NÃO ESQUECER.








