Paladino da liberdade de pensamento, da discussão crítica e do estudo fundamentado dos problemas, tendo sempre pugnado pela regeneração política e moral, e recusando-se a aceitar a resignação fatalista e a subserviência medrosa, Ramalho Ortigão, com As (suas) Farpas, legou-nos páginas que denotam uma espantosa ─ e deveras preocupante ─ actualidade.
Com este volume publica-se pela primeira vez uma antologia d’As Farpas que integra exclusivamente textos de índole política ─ ou que incidem sobre a política, nas suas múltiplas facetas, e os políticos, com os seus tremendos vícios e as suas perenes misérias…
Inclui crónicas que Ramalho publicou no jornal O António Maria e que não constam da primeira edição d’As Farpas, tal como textos que escreveu após a implantação da República e que seriam publicados em livro postumamente, num volume intitulado Últimas Farpas.
“Na riqueza de ângulos de observação e na elegância da escrita, que oscila entre a ironia frontal e a reflexão ensaística, o leitor fica com uma aproximação à diversidade de temas e de interesses que se espelham na obra de Ramalho (…). Mas aquilo que distingue esta edição, de outras anteriores, é o critério que orientou a selecção dos textos, que aqui formam uma espécie de arquipélago, erguendo-se a partir do vasto oceano do conjunto completo d’As Farpas. O leitor é convidado a viajar directamente ao núcleo do pensamento político de Ramalho…” Viriato Soromenho-Marques, Excertos do Prefácio








