Este livro é uma viagem entre Alijó (origens paternas), S. Pedro do Sul (origens maternas) e a Calçada da Ajuda, em Belém.
Uma viagem aos confins da tristeza e das noites que o poeta nunca aceitou que existissem, mas que ele sabe que existiram. Em solidão, sonha com uma liberdade que, diga-se, nunca se realizará, e sofre pelo facto de estar mergulhado nas sombras prateadas de uma Lisboa desconhecida, tormentosa e frágil.
Mas também uma viagem pela revolta de um ser que nunca admitiu ser poeta e que tem medo de cerrar os olhos e ser transportado para o silêncio das janelas envidraçadas do cansaço. Um medo não da morte, mas simplesmente de existir, de estar vivo e de sonhar.
































